sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Uma avó apaixonada

Dia desses, enquanto eu tentava colocar a Maria pra tirar o soninho miojo dela, estava assistindo ao programa de Fátima Bernardes cujo tema fofo me deixou emocionada.
A discussão era sobre a importância da vovó na nossa vida.
Foram muitos depoimentos lindos que me fizeram correr pro computador, com lágrimas nos olhos, contar um pouquinho da nossa experiência.
Eu tive pouco contato com meus avós. Meu vovô Antônio (materno) só me curtiu por 10 meses, porque Papai do Céu o chamou. Mas eu sei que ele era apaixonado por mim e por minha irmanzinha que estava na barriga. Aproveitei a presença de minha vó Isaura (materna) por menos de 10 anos. A amava muito. Ela me ensinou a rezar o terço e eu a via todos os finais de semana (eu morava em outra cidade e ia toda sexta-feira para a casa dela). Ela não enxergava e teve uma fratura na perna que a deixou bastante debilitada.
Meus avós paternos também já se foram. Vovô Filomeno apesar de meio bravo, era brincalhão e, sempre que podia, vinha nos visitar. Vovó Elpídia era calada e doce e sempre colhia fruta-do-conde para nós.
A verdade é que eu gostaria de ter tido os meus avós mais e por mais tempo.
Graças a Deus, eu e maridinho temos os nossos pais conosco. Fortes, saudáveis e dispostos.
Logo, Antônia é a sortuda que poderá usufruir de todos os avós por muitos, muitos e muuuuuitos anos (amém!). Crescerá com as melhores lembranças que a infância pode oferecer. Terá sua vida recheada das doçuras de vovô e vovó.
E, se depender da vovó Tania, os dias de Maria serão doces feito mel. Vovó Tania, vocês já sabem, é a minha mãe que, antes da chegada de Antônia, dizia ser impossível amar alguém tanto quanto se ama um filho. Mas a nova integrante da família a fez conhecer o amor de vó. Um amor intenso, gostoso e tão grande quanto o que ela sente por mim e por minha irmã.
E eu sabia que iria ser assim.
Minha irmanzinha super especial exige bastante tempo de minha mãe e, mesmo assim, ela cria a 25ª hora pra poder curtir sua paixão pela neta.
Ficar 1 dia inteiro sem ver Antônia?!?!? Jamais! Se estiver sem carro, ela chama um táxi, pega um busão, ou coloca um tênis no pé e vem dar um cheirinho e brincar com a " caçulinha" dela. Não inventa desculpas, nem faz corpo mole, pois o desejo de estar perto de quem ama é imensamente maior que os obstáculos.
Não vou negar que eu gostaria de tê-la mais tempo conosco, me ajudando com Maricotinha que ainda não curte dormir e pede colo o dia todo (a mamãe aqui está um caco), mas sei que ela já faz além de suas possibilidades, apesar de muito aquém de seu amor.
E, saibam: a recíproca é super verdadeira! Maria Antônia é louquinha por essa vovó dela. Minha mãe é sempre recebida com lindos sorrisos e Maria solicita sua atenção e braços a todo instante. É lindo de ver!
Como é bom ver minha origem e meu rebento brincando juntas e trocando os mais singelos olhares de amor.
Não é à tôa que, além de avó, é a madrinha, a dinda linda de Maria.

Mãe, obrigada por reservar tanto espaço em seu coração e em sua vida para a minha filha. Obrigada por doar sua melhor parte para alguém que é meu tesouro.

Te amo, mãe.

2 Comentários

Carolina disse...

Adorei o blog, e obrigada pela visitinha!!!

Infelizmente minha filha não tem muito contato com os avós pois moramos longe... Mas este laço realmente é muito importante nas vidinhas de nossos filhos... Mas muitas vezes só damos valor quando perdemos...

Abraços...

http://paginasdacarol.blogspot.com/

Marina Costa disse...

Coisa mais linda prima... estou encantada com o que escreveu sobre os avós e sei que essa vovó de Antônia é SUPER apaixonada. Lindo dmais!! Deus continue abençoando essa união!! Marina Costa

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